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Bona sera,
son vegnù
per parlar un pò con vu
ma se sì vu xa contento
bona sera, che me sento.

Chive se pò catar un toxo braxilian col sangue veneto. Fa ben cognoserlo:
calche incontro se pò tornar un regaleto del destin.


Idiossyncrasias que seguem a grammatica do desvio, a theosophia, a
morphoanatomia do pensamento, a logophilia e a vivencia eupsychica.



Autodefinição do mês:

Paradoxalmente diserto e fósmeo.



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Latest Articles in this Channel:

  • 09/25/06--22:34: VENDO: K300i (chan 2674516)
  • Câmera (fotos e vídeos curtos) Toques polifônicos e em WAV Atribui toque e imagem a contato da agenda Desperta mesmo desligado Bateria com duração de até 6 dias em stand-by Pouco mais de um ano de uso Nota fiscal Jogos, calculadora, cronômetro progr. e regr., agenda

  • 10/02/06--19:43: Well-Tempered Clavier: analysis, scores, and digital sound (chan 2674516)
  • Maravilhoso trabalho de Tim Smith sobre as quarenta e oito fugas dos dois livros do Cravo Bem Temperado. Os elementos principais das fugas são vistos em animação gráfica em tempo real, ao mesmo tempo em que se pode ler o texto com análises pertinentes e sensíveis acerca da linguagem musical usada em cada uma. Tive a felicidade de traduzir o texto da Fuga n.º 2 em Dó m, do livro I. Está disponível na parte da fuga correspondente, ainda com algumas falhas tipográficas :^P Para os que não conseguirem visualizar em seus navegadores, peço-lhes que tentem este linque: http://jan.ucc.nau.edu/~tas3/wtc/wtc.html Aproveitem e espantem-se como aconteceu

  • 10/31/06--10:44: PENSAMENTOS INCOMPLETOS -- FRAGMENTO 130.7D6 (chan 2674516)
  • ..... ustres como ninho.
    — Mas então, por Nox sagrada, por que é que demora tanto anoitecer?
    — Discípulo dileto, a noite mais escura é gestada em partes, dentro das certezas da alma; isto nos mostra Víduo: seu advento depende da morte de cada uma das hospedeiras.
    — Ne me perdas illa lucida die in qua tot.....

    (imagem de Stormbeast in deviantART)


  • 11/23/06--21:25: PENSAMENTOS INCOMPLETOS -- FRAGMENTO 147.7D6 (chan 2674516)
  • .... e o freio é um pedal duro, não por sel-o mas por querermol-o assim. Vejo no espêlho o que ficou pra tras, mas reflectido na frente de mim, e eu passo por cima do que não há com a mesma velocidade que cruzei o que deixei mas não por cima: dentro em meio. E me vejo lá na esquina onde me vendi e me vi passando agora com os olhos naufragos, mãos no volante, voando involuntario pelas rugas da cidade: Fernão de Oliveira, Fernando Persona Vaz, Victruvio Aparecido dos Santos, Laís Tavão Ferro. Nada do meu lado, só uma ausencia densa que me fez ver o sorriso das coisas ah, se todos pudessem ver sem medo como são lindos os dentes do hydrante verm .....

  • 12/12/06--20:59: INCAUTA (chan 2674516)
  • Uma aranha fez sua teia junto à minha janela.
    Capturou um olhar oblíquo e, incauta,
    devorou-o à tarde.
    Quando viu a Lua, que espanto:
    virou hermafrodita.

  • 12/17/06--20:58: EXSVLES FILII HEVAE (chan 2674516)

  • 01/03/07--04:19: VITA VOLAT COLOR MANET (chan 2674516)
  • Homenagem a Jane

  • 02/14/07--19:56: PENSAMENTOS INCOMPLETOS -- FRAGMENTO 02E.7D7/R (chan 2674516)
  • ..... ilo, não acredito em nada mesmo, podes deixar, subindo ou não em arvores genealogicas para comer a mim mesmo na ponta, mas não posso deixar de reparar o quanto sigo em fluxo da mesma maneira, por cima ou por quem quer que seja, lavado em jôrro sacro de fragrancia tão viril mas tão pouco prospera, e escrevo pouco, é verdade, e te leio rouco ainda, ainda bem, ainda ....







    (em resposta á postagem de António D. Lopes; imagem de Brian Hardison in deviantART)

  • 04/03/07--18:35: Dança folclórica búlgara (chan 2674516)
  • ... porque eu acredito em homens que se dão as mãos. Dança e música folclóricas da Bulgária. Sou mesmo

  • 04/04/07--00:44: GÊNESE (chan 2674516)
  • ... não havia nada para ser aspirado, só o Vazio. Do Vazio foi criado o grande Nada, e o Nada era bom antes de tudo, antes do universo inteiro, quando só havia os deuses mínimos: o Pastor do Vínculo, a Cabra feliz e o Javali ranzinza. O Amor entre eles gerou o Acaso e o Devir. O Devir menino amordaçou o Acaso e a ausência de sua voz permitiu que o maldoso Javali obrigasse a Cabra a pastar o Nada. Revoltado, o Pastor fez com que o Javali comesse os dejetos da Cabra e, um dia, o Javali opressor vomitou o Universo inteiro. Do Acaso amordaçado nasceram as Possibilidades e, do Devir, o primeiro deus máximo. Tudo era feio e insano até que surgiram as Estrelas quentes. Eram tão lindas e brilhantes e bondosas que em meio a elas vagavam e brincavam todos os deuses máximos. Um deles, Samiavast, invejou a luz das estrelas e começou a sugá-la para si. Então nasceram as primeiras Estrelas frias. As Estrelas ficaram tão tristes que decidiram ir embora: das suas lágrimas nasceram a Compaixão e a Vi...

  • 04/10/07--20:25: GRÁFICO AUTOPSÍQUICO (+ interseções) (chan 2674516)
  • GRÁFICO AUTOPSÍQUICO
    (a Fernando Pessoa)

    Fingido em si mesmo escreve
    O poeta fragmentado
    Por dor tal que não se atreve
    Tocar seu eu eclipsado.

    O que cala sua poesia,
    Pelo bem deles, refletem
    Uma e outra imagem fria —
    Dentro em si, sem cor, competem.

    O caminho é torturante
    Duplo círculo mal feito
    Sem tamanho, sem quadrante,
    Um pulsar fora do peito.


    INTERSEÇÕES DESEJÁVEIS HOMENAGEANTES
    (com Fernando Pessoa, ortônimo: "Autopsicografia")

    I.

    O poeta é um fingidor: fingido em si mesmo escreve;
    Finge tão completamente o poeta fragmentado
    Que chega a fingir que é dor, por dor tal que não se atreve,
    A dor que deveras sente tocar seu eu eclipsado.

    E os que lêem o que escreve, o que cala sua poesia,
    Na dor lida sentem bem, pelo bem deles, refletem
    Não as duas que ele teve, uma e outra imagem fria,
    Mas só as que eles não têm dentro em si, sem cor, competem.

    E assim nas calhas de roda o caminho é torturante:
    Gira, a entreter a razão, duplo círculo mal feito
    Esse comboio de corda sem tamanho, sem quadrante,
    Que se chama cora...

  • 07/10/07--08:52: PENSAMENTOS INCOMPLETOS -- FRAGMENTO 0C0.7D7 (chan 2674516)
  • .....sisto e não me incomodo a principio: basto-me estar apparado pelo lugar do corpo que será tocado para fazer-me chorar ao nascer, entrechocando-me com meus irmãos plurivitelinos. É evidente que todos gostariamos de saber a hora exacta de ir á luz e deixar de estar menos entregue, mas o utero que nos contém também nos confunde. A alternancia rhythmica no fado colectivo faz-me agarrar com mais força á placenta fria que se torna tepida ao sugar paulatinamente meu calor. Dentre meus irmãos tão grisalhos, birrentos e pouco violentos, há os que se perfumaram demais numa tentativa de mitigar alguma doença congenita, e também o chulé duma creança dysodiosa e um apetrêcho diplodermico que me atenaza o flanco. A cadella quadrada acaba de parir uma senhora – ella obedeceu ao signal idiossincratico aguardado por cada um, talvez a côr daquela virilha citadina onde se vêem agora uma risada e uma grade incompleta. A aversão da matriz ao decubito põe-na em movimento novamente e, nessas horas, todo...



    .....ez não consiga sem tocal-o. Môço! ei môço! Tens por accaso algum pão dormido? (surpreso pela idea que se me veio de subito, posso preparar-me para realizar meu intento depois de traduzir a sucção essencial do objecto). Me olhas, me captas? Preciso de um pão dormido porque os meus não conseguem dormir – nem êlles nem essas coisas todas, ellas mesmas em volta de mim não dormem há muito tempo. E assim estou há dias, mas não os dias como colecção de horas mas de annos que estou desperto por incapacidade de adormecer e que, por uma necessidade de immanencia, passam tão ràpidamente quanto um septimo humano de semmana. E então, môço, por alguma sorte nossas densidades de probabilidade se alçaram nalgum contacto sympathico? Tomara que eu, p.r D..s, consiga absorver de algo que já dormiu um pouco da tranqüillidade de não precisar acordar... Si o que te peço, môço, estiver a dormir, prometo esperar com êlle, nós dois, pela concomitancia de eventos oppostos: velarei inerme o seu somno s...


    Letra e música: Carlos Sandroni Voz: Clara Sandroni Vídeo-colagem: Daniel

    Recortes e colagens em anúncios de medicamentos psicotrópicos, anestésicos, analgésicos e outras substâncias psicoativas em revistas médicas americanas dos anos 1940~60. Cuts and collages of psychotropic drugs, anesthetic, painkillers and other psychoactive substances ads in medical magazines from 1940~1960.




    .....avas, uma síncope premeditada do coração, entre o sim e o não por querer. Nesta lasca de vida, no átimo do caminho longo, o momento medonho. Deste nenhures vejo tudo além e o viés de aquém; a larva do porvir que já é mariposa, o rastejar e o vôo concomitantes, um espetáculo horrendo, ontológico — e especioso, conseqüencial, onde providência e destino se encontram e se deflagram em silêncio alvissareiro, em tes.....





    ...... iva, por isso não temos uma pista — uma nesga de tempo à vista, um mar nunca dantes navegado, um cágado lento e certo trazendo o desmembrar do tempo em suas patas enrugadas, o vento que nos traz os acasos e os perfumes de outros-centos.... ....live.. ......d'ág.... ...mast... .....sto. A chuva da tarde nos refresque sempre do que deveras arde, o pão nosso haja cada dia, ainda mais hoje; semeemos as nossas crenças assim como nós semeamos a quem nos tem infundido o preito de sermos quem somos: os pomos de Deus, os pombos nos céus — ágora de outroras, matriz de agoras — lendas vivas e compartilhadas da arte de querer-bem por f.......


    Minha inspiração acabou por hoje
    Talvez para sempre
    (talvez não)

    Só o molho de alho
    Ou o muro de arrimo
    — ou o laço do cadarço
    Farão, amanhã
    (talvez amanhã)
    Valer a pena respirar

    ......stam dedos impressos apagados depois de refundidos, toda farinha volta á sua massa depois de bem assada. Tudo — fornalha, pão e migalha — são curiosas partes sem calmaria: assim que via o nosso de cada dia atirar-se ao inferno definitivo da côifa bruta, esperava quietamente em oração silenciosa o millagre da estufa. Á reprodução semelhante da vida, o grão morto escuro e cru desbrota em tormenta, e fermenta quente no brêu ansioso que, espero, seja reproduzido na superficie da carne interna fr......

    ......xins neuronaes. Um d'elles é um milagre cosmico, coniunctio demiurgica, criação compartilhada em mini-grandesa. O outro é um ferro quente a tirar dos tecidos as marcas rugosas do tempo, o dia que fica escuro ainda com sol, e as môscas que abandonam a carcassa. Espero fazer d'elles um rico dialogo em nossas mentes amigas. Mas hoje acordei com o abysmo a tras de mim, foi difficil vêl-o a me encarar sem vontade alguma de me engolir. Por falar em maxilares inferiores, hoje uns versos me descascaram até o floema, miollo succulento de funcção vascular. Espero que o poeta tenha-se deleitado com o palmito que lá encontrou, já que nenhum verm.......


    ......sco o novêllo aortico cahiu do cesto, do vime das costellas, rolando sôbre o tapête asphaltico, foi parar dentro d'uma caixa de luz, operculo de perimetro pavimentado, subterraneo electrico, nervura da cidade......is e lá o reconnectaram displicentemente á rêde local, energia escura que acendeu lampadas e moveu aspiradores, bateu massas de pão, serrou ossos, e fêz tocar a campainha accionada pelo carteiro sympathico que não lhe deixou nenhuma correspondencia minha, apesar de toda a correspondencia f......os roedores, por sorte, encontraram o emmaranhado de arterias e nervo vago, e mo vieram devolver a galope, então meio rôto, para recolocal-o aqui no meu peito já cerzido que batia vazio o som das despedidas telephonicas, as anginas cronicas que no filtro das certezas convertiam-se sempre em sinal de occupado m........


    acorde bem, acordeque namorado já vemmilorde — aguarda-nosa noite sentinela, a camaaguada pela espera dos corposcobertos com a esfera de estrelas

    .....alhe em seu disfarce de outono precoce, escondendo do sol a tenra carne de sua terra. Ahi, debaixo de decrepitos e grossos tapêtes onde tudo perde o follego, protegida pelas manchas oncinas das trama de fôlhas mortas que ventos artificiaes espalharam, tudo explóde em primavera sem luz — fungos em mares de esporos e calor humido encerrado, reprodução assexuada de um reino que fazemos questão de esquecer, materia viva que se reproduz á mingua, ás custas, sem v......